Os intercomunicadores de vídeo modernos para bebés, podem transmitir através de Wi-Fi para TVs, recetores portáteis, PCs, tablets e smartphones. Isto proporciona uma maior liberdade para se dedicar a outras atividades, e em simultâneo manter o seu filho "debaixo de olho".

Infelizmente, também possibilita que outros o possam fazer... e fazem.

 

Em Agosto de 2013, um casal do Texas não "ganhou para o susto" quando ouviu a voz de um estranho vinda do quarto da filha de dois anos. À medida que corriam para o quarto, ouviam uma voz masculina a gritar o nome da filha tentando acordá-la. Ao entrarem, depararam-se com a câmara do intercomunicador a girar na sua direção, seguindo-se um conjunto de ofensas dirigidas aos dois pela voz. O pai desligou de imediato o intercomunicador para acabar com a intimidação, e a bebé continuou a dormir sem se aperceber de nada. Devido a uma deficiência auditiva de nascença, o implante auditivo que utilizava estava desligado enquanto dormia e impediu que a situação se tivesse tornasse ainda mais assustadora.

O pai contou à ABC News que aparentemente o homem se teria infiltrado na sua rede wireless, ganhando acesso ao intercomunicador com o qual pôde observar a bebé e a placa com o seu nome sobre a cama. Uma equipa da ABC News circulou então pela vizinhança onde o caso ocorreu, equipada com um recetor de vídeo de um intercomunicador que intercetou diversos sinais com enorme clareza, entre eles o de um menino a brincar com os dedos no seu berço e uma menina a dormir. Nas redondezas, tiveram ainda a oportunidade de captar uma cama de bebé vazia e uma mulher a compor uma cama num quarto de bebé.

Esta investigação permite comprovar que os canais wireless utilizados pelos diversos dispositivos domésticos, podem por vezes ser captados no exterior das habitações. Os intercomunicadores infantis, por utilizarem frequências fixas, podem ser potencialmente explorados por assaltantes ou simples indivíduos que se divertem a aterrorizar pessoas...

Houve já outros casos mediáticos relacionados com a falta de segurança de intercomunicadores infantis em particular. Um deles, de um homem cujo vizinho captava o áudio e vídeo do seu filho no próprio intercomunicador. O aviso foi dado pelo próprio vizinho quando o filho deste nasceu, e concluíram que ambos utilizavam intercomunicadores do mesmo fabricante. O homem decidiu processar o fabricante e a gigante Toys 'R' Us, onde comprara o intercomunicador, depois de saber que durante 6 meses o dispositivo violou a sua privacidade ao possibilitar a transmissão de áudio e vídeo para fora da sua habitação, sem que houvesse qualquer aviso na caixa do produto sobre essa possibilidade.

Os especialistas dizem que a única forma de garantir que este tipo de situações não venham a acontecer... é desligando os dispositivos. Mas isso elimina todo o propósito para o qual foram desenvolvidos... A nossa recomendação é que, antes de qualquer outra coisa, mude as passwords definidas pelo fabricante. Ao escolher o seu intercomunicador para bebés, verifique nas características se inclui alguma funcionalidade de frequência aleatória, que mude os canais regularmente de modo a garantir maior privacidade.

Fonte: BSPI

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