Com mais de 20 anos de experiência profissional nas áreas de marketing e comunicação e 3 na área de gestão de recursos humanos, Patrícia Fernandes ingressou na Microsoft Portugal em 2002, como Enterprise Marketing Manager, tendo sido responsável pelo arranque das atividades de marketing relacional com os maiores clientes da Microsoft nos setores empresarial e administração pública, vindo depois a acumular o marketing comercial do segmento das PME. Em Outubro de 2005 trocou o marketing pela comunicação, assumindo a Direção de Relações Públicas e Imagem Corporativa da Microsoft em Portugal, o qual passou a acumular, a partir de Setembro de 2010, com a área de Cidadania e Responsabilidade Social.
Antes de se juntar à Microsoft, Patrícia Fernandes foi Diretora de Marketing e Comunicação da Sun Microsystems em Portugal durante 7 anos, tendo anteriormente passado pela Hewlett-Packard Portugal, como responsável de recursos humanos e assessora da direção. Iniciou a carreira na IBM Portugal, como assistente de Marketing comercial.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Inglês/Alemão, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1992, completou em 1995 o mestrado curricular em Economia, Políticas e Gestão de Recursos Humanos no ISCTE e em 2005 o Programa Avançado de Gestão e Marketing para Executivos, concebido pela Universidade Católica para a Microsoft Portugal.
Patrícia Fernandes tem 44 anos, é casada e mãe de dois filhos. O seu hobby são as viagens em família, cinema, a fotografia, a leitura e a consultoria pro bonno em marketing e comunicação a organizações sem fins lucrativos.
Qual o papel da tecnologia no teu dia-a-dia?
Como a esmagadora maioria das pessoas razoavelmente infoincluídas, a tecnologia é algo tão presente na minha vida que já quase só dou por ela quando não funciona. O stress e impactos na minha produtividade e mobilidade causados pela inoperância momentânea de algum dos dispositivos ou programas são momentos chave para refletir sobre o quão digital se tornou a minha existência: praticamente não tomo notas em papel, não saio para qualquer local sem um apoio digital de georreferenciação, uso as apps para me facilitarem a execução de tarefas mais ou menos sofisticadas, não me separo do telemóvel e com a proliferação da Internet das Coisas, a minha expectativa é que esta dependência se torne ainda mais evidente.
De 0 a 10, qual o nível de utilização, por exemplo, do seu smartphone? Porquê?
8 mas importa dizer que não sou fanática ou uma utilizadora compulsiva. Para mim o smartphone é acima de tudo um instrumento de trabalho e como tal dependo dele como plataforma complementar de produtividade. Também possui um fator psicológico de segurança associado, que se traduz no facto de assim estar contactável para as pessoas que me são próximas. Só depois é uma plataforma de entretenimento, mas admito que é excelente para aquelas situações mais constrangedoras em que não conhecemos ninguém e estamos sozinhos a um canto sem saber com quem falar!
Qual o último gadget que adquiriu?
O Fitbit, um dispositivo simples que me ajuda a rentabilizar o meu desempenho na atividade semanal de corrida. Possui as funções básicas e confesso que tenho sido preguiçosa para explorar a componente PC do dispositivo, para me dar muito melhor informação estatística! E como prenda de Natal recebi uma preciosidade: um robot aspirador que me deixa maravilhada com a sua inteligência de decisão, o seu comportamento e incansável capacidade perfeccionista! J
Que equipamento tecnológico espera que surja num futuro próximo?
Bom, se soubesse e o patenteasse teria o meu futuro assegurado!
Penso que a última edição do CES – Consumer Eletronics Show, que decorreu em Las Vegas o mês passado, nos presenteou com uma lista bem recheada de novidades que dão boas pistas para o nível de sofisticação tecnológica que nos espera o futuro próximo. Mais do que muitos mais novos equipamentos em categorias inexploradas, como foi o surgimento do tablet, o que julgo vamos assistir sim, e cada vez mais, é à sofisticação e inteligência das linhas de equipamentos existentes (das televisões aos frigoríficos, dos automóveis aos smartphones, etc etc). Com a proliferação da Internet das Coisas, iremos ver chegar a inteligência tecnológica aos mais inesperados elementos da nossa vida. Os wearabçes são claramente a tendência do futuro e os relógios, pulseiras ou óculos que vemos surgir são uma magra representação do que o futuro da Internet das Coisas nos reserva.
Como vê o papel das mulheres no mundo tecnológico?
Como uma área de enorme potencial ainda muito por explorar! Há um desequilíbrio ainda muito grande , que mesmo assim tem melhorado, mas está longe de refletir a representação demográfica do país. É um tema que não se resolve no curto prazo, mas sim com uma consonância de medidas estruturais, que passam muito pela educação, para que as meninas sejam mais incentivadas a optar pelas áreas científicas ligadas à tecnologia. Isto porque esta área não apresenta qualquer limitação à partida para que as mulheres não a possam desempenhar tão bem como os homens.
Como vê o futuro da tecnologia em Portugal?
Como uma enorme oportunidade. Dado que Portugal é um país pequeno e periférico, as autoestradas da informação e do conhecimento têm o potencial de colocar o país no centro das decisões, contrariando a geografia e dando continuidade à história. O movimento que temos assistido recentemente de aposta no nosso país para investimentos tecnológicos (seja em centros de suporte, centros de desenvolvimento de software ou centros de operações) provam que de facto o país reúne um conjunto de atributos como a qualidade dos recursos humanos a um custo competitivo, a qualidade de vida proporcionada pela localização e clima, a afetividade das pessoas, a segurança ou a qualidade das comunicações e largura de banda, que o tornam imensamente atrativo para investimento e criação de emprego qualificado.
Quer deixar umas palavras ao vasto auditório da Wintech?
Sim, uma palavra de louvor e reconhecimento pelo percurso positivo do portal, que venho acompanhando desde há anos e que prova que cada vez mais a boa informação pode surgir das mais variadas fontes. O Wintech está entre o top 10 de sites de tecnologia (nacionais e internacionais) que não dispenso consultar!
A Wintech agradece à Patricia Fernandes pela simpatia e disponibilidade para realizar esta entrevista.
A Wintech dá continuidade ao seu novo espaço “Wintech Girl”. O espaço “Wintech Girl” é um espaço de entrevista onde vamos auscultar mulheres, umas ligadas à tecnologia e outras nem por isso, de forma a perceber como aplicam a tecnologia no seu dia-a-dia. Esta semana a nossa convidada foi a Patricia Fernandes.