Qual o papel da tecnologia no teu dia-a-dia?
Absolutamente fundamental. Não só porque é a minha área de especialização em jornalismo mas porque sou uma adepta fervorosa das novas tecnologias. Estou permanentemente em viagem e se não fossem as tecnologias era muito complicado manter o nível de trabalho que mantenho e a custos relativamente baixos. Sempre que estou fora uso todo o tipo de aplicações que me permitem falar para casa e com os meus editores pela Internet. Seja Skype, Viber, Hang Out, Whatsapp… uso tudo! Até porque às vezes estou em países onde o roming é muito caro – chego a estar em sítios que o minuto é a 4 euros… Depois, com o uso que hoje é feito das redes sociais, nomeadamente o Facebook, é claro que nos sentimos um bocadinho mais próximos uns dos outros. A tecnologia e o seu potencial é absolutamente fascinante.
De 0 a 10, qual o nível de utilização, por exemplo, do teu smartphone? Porquê?
De 0 a 10… eu uso 20! Não há nível de utilização possível para mim. No meu smartphone faço tudo. Sou adepta do sistema Android e o meu computador, a par do meu tablet de 8 polegadas, são os meus “maiores amigos”. Respondo a emails, tiro fotos, é por aqui que atualizo as redes sociais (Facebook e Twitter), pago contas no homebanking e sou altamente dependente da minha agenda que está sincronizada com o meu PC. Aliás, tenho tudo devidamente sincronizado e com cópias de segurança.
Qual o último gadget que adquiriste?
No último ano tive acesso a muitos gadgets para teste, pelo que não senti necessidade de grandes compras. Provavelmente o último verdadeiro gadget que comprei foi o meu Pebble, um relógio inteligente que me permite receber, no pulso, os emails, sms, atualizações de Facebook… Mandei vir dos Estados Unidos, mas não aconselho a ninguém. Os custos de desalfandegamento são imensos. Melhor sempre comprar via Europa.
Que equipamento tecnológico esperas que surja num futuro próximo?
É muito complicado responder já que eu acredito em tudo. A escova de dentes vai-nos dizer que problemas temos na boca. E se se passa alguma coisa com a nossa alimentação. A roupa vai-se adaptar à temperatura do ambiente e fornecer-nos a quantidade exata de calor que precisamos. Vamos poder ouvir e ver a quilómetros de distância. E os carros vão andar sozinhos para que o condutor possa descansar. E como estes, há milhões de exemplos.
Como vês o papel das mulheres no mundo tecnológico?
Tem vindo a ser cada vez mais ativo, nomeadamente em cargos de gestão em empresas de tecnologia. Hoje já existem mulheres CEO de grandes empresas desta área. E até no jornalismo. As conferências de imprensa de tecnologia já têm muitas mulheres. Também há geeks e nerds no feminino!
E como vês o futuro da tecnologia em Portugal?
Estou super entusiasmada com a Internet das Coisas e o efeito que vai ter em indústrias como a saúde e o apoio aos idosos. É um conceito que não sendo novo tem agora plataforma tecnológica e de comunicações para poder vingar e marcar a diferença no futuro. E Portugal, como grande adepto das tecnologias, creio que pode ser um excelente exemplo para todo o mundo. Nós somos excelentes na adoção nas novas tecnologias, muitas vezes o que nos falta é mesmo capacidade de investimento.
Queres deixar umas palavras ao vasto auditório da Wintech?
Claro. Que continuem a apoiar o projeto. Porque são estes projetos, independentes e longe dos grandes nomes e marcas da imprensa nacional que muitas vezes marcam a diferença. E a Wintech marca. Parabéns.
A Wintech agradece desde já à Susana Marvão pela simpatia e disponibilidade para que se pudesse realizar esta entrevista.
Esta semana regressamos com mais uma entrevista a uma Wintech Girl. A convidada desta semana é a Susana Marvão.