Os bancos, cujo nome se origina literalmente dos bancos onde os comerciantes de moedas se sentavam para realizar seus negócios, então por volta do ano 1500, galgaram nos últimos quarenta anos o que poderíamos classificar de maturidade operacional, com a adoção de tecnologias cada vez mais sofisticadas. Do guarda-livros aos sistemas informatizados que passaram a ser implementados e utilizados em larga escala, a indústria bancária atingiu nos tempos atuais um patamar de desenvolvimento, agilidade e confiabilidade por vezes maculada por casos de quebras de protocolos de segurança por terceiros e não conformidades identificadas e tratadas internamente. Para coibir tais práticas ilícitas, o investimento das instituições financeiras em segurança da informação cresceu maciçamente nos últimos anos.
Surge uma nova forma de se negociar para além das instituições financeiras
Esse desenvolvimento ascendente de tecnologias da informação e sistemas informatizados teve um impacto decisivo no surgimento de uma forma muito mais sofisticada para se negociar no mercado internacional, as criptomeodas - moedas virtuais que utilizam criptografia para garantir segurança nas transações. Após a criação do Bitcoin em 2008, diversas outras criptomoedas - o Ethereum é uma delas - têm surgido e sido utilizadas na comercialização de bens e serviços em âmbito global. Como decorrência desse novo mercado em ascenção, existem sites como o Guia do Bitcoin que se dedicam a notícias sobre Ethereum, Bicocin, Litecoin, etc para explicar essas novas práticas financeiras em expansão, dando mais segurança e confiabilidade para seus usuários.
Essa moeda virtual, com características singulares em relação ao papel moeda tradicional, tem sido alvo de interesse e adoção tanto por grandes empresas quanto por pessoas físicas que começaram a se interessar por essa nova modalidade de negociação. A Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC), agência reguladora de mercados financeiros do governo norte-americano, autorizou no início do mês de abril duas Bolsas e uma Corretora a negociarem produtos de investimentos vinculados à moeda virtual Bitcoin.

A moeda virtual tem-se mostrado poderosa, com aceitação crescente por uma gama variada de empresas. Inúmeros estabelecimentos de setores tais como o de tecnologia da informação, serviços financeiros, serviços de marketing, ONGs e institutos sociais, turismo, transporte e hospedagem, entretenimento digital e lojas em geral aceitam o Bitcoin como forma de pagamento, e esse número tem crescido a cada dia.
O que os últimos dez anos tem sugerido, desde a criação da moeda virtual, é que esta é uma realidade que segue uma trajetória crescente rumo a um novo futuro que se instala. A dinâmica das interações institucionais e empresariais, com novas necessidades de relacionamentos comerciais e financeiros decorrentes de um mercado em expansão, a agilidade necessária para circulação de riquezas na economia, leva-nos a crer que o Bitcoin é o novo conceito de moeda que veio para ficar.