EU Kids Online (http://www.eukidsonline.net ) é um ponto de paragem obrigatório para todos os que queiram informar-se sobre os perigos que a Internet representa para as crianças. Esta rede de tópicos é patrocinada pela Comissão Europeia e faz parte do programa "Safer Internet Plus" e consolida estudos e resultados de investigações sobre o uso da Internet por crianças de toda a Europa, destacando as oportunidades e os riscos envolvidos. De acordo com esta rede, o maior perigo para as crianças na Internet encontra-se na divulgação de informação pessoal, seguida pela exposição à pornografia. Os encontros offline com conhecidos obscuros, tema muitas vezes citado nos meios de comunicação social, ocorre muito mais raramente, mas continuam a representar um grande risco. O “cyber-bullying”, por seu turno, é um dos riscos mais importantes e, com a popularidade crescente das redes sociais, vai tornar-se um problema de dimensão cada vez maior.
É também interessante notar neste contexto que, quando se trata do uso da Internet, os pais têm feito um esforço para acompanhar os seus filhos. Se as crianças estão a navegar na Internet, os pais geralmente também estão. Mas a verdade é que, no entanto, os utilizadores da Internet estão a ficar mais jovens, registando-se um aumento considerável no uso da Internet por parte de crianças entre os seis e os 10 anos de idade. Esta realidade exige dos pais que tomem as medidas adequadas. É, por isso, mais importante que nunca seguir aquilo a que chamamos de "o ABC da Segurança na Internet Security".
A de acção
A primeira coisa que se deve fazer - antes que os seus filhos comecem navegar na Internet - é tomar medidas para proteger o computador deles. E muitas destas medidas não são muito diferentes das que se devem tomar para os proteger enquanto navegam. O componente de segurança mais importante é sem dúvida um pacote de protecção da Internet para o PC. Este tipo protecção abrangente consegue limpar o sistema de todos os tipos de pragas, como vírus, worms e cavalos de Tróia, ou trojans, detecta spyware e usa um firewall para bloquear ataques de hackers. O elemento crucial: o programa possui um recurso de actualização automática para assegurar que as suas funções de protecção estão sempre em dia.
É também fundamental realizar todas as actualizações ao Windows e a outros programas utilizados. A Microsoft também oferece um serviço de actualização automática, o qual deve estar sempre activado. Este serviços descarrega actualizações de segurança automaticamente para o PC e instale-as, sem que seja necessária qualquer intervenção do utilizador. Fazer o backup a todo o conteúdo do computador é também algo que recomendamos fortemente, já que esta medida garante que não se perdem dados mesmo que o hardware sofra uma falha grave. As cópias de segurança também irão permitir que se reinstale a configuração actual do sistema num computador novo. Embora o Windows já contenha funções básicas de backup, é sempre mais conveniente usar um programa especializado na realização de backups de dados e sistemas.
Depois de protegido o PC, é importante que se analisem os riscos a que as nossas crianças e jovens estão sujeitos. As crianças estão em maior risco, por exemplo, de serem vítimas de um tipo de ciber-ataque conhecido como drive-by download. Este tipo de ataque permite que os programas maliciosos passem a residir no PC, bastando para tal visitar um site infectado - mesmo sem fazer o download de um único ficheiro ou programa. A razão para o risco acrescido nas crianças e jovens? Assim como os cigarros, os sites "proibidos" são tentadores para os mais novos. Não demora muito para que uma criança clique num link distribuído entre os seus amigos e acabe por ir parar a um site infectado. Uma protecção abrangente instalada no computador tem, contudo, a capacidade de afastar este tipo de perigos.
Trate a Internet como se fosse qualquer outro meio. Dificilmente deixaríamos um filho nosso ficar horas intermináveis à frente do ecrã da televisão, certo? O mesmo se aplica à Internet e ao PC. É importante colocar um limite de tempo para o seu uso por parte das crianças, chegando pacificamente a acordo com eles. E, a fim de garantir que essas medidas são cumpridas, é aconselhável definir os tempos de acesso automaticamente. Os controlos parentais dos pacotes de segurança Internet de última geração certificam-se que isso é feito, sendo inclusivamente possível usar esses recursos como forma de restringir o acesso dos miúdos a determinados tipos de sites. Isto permite, por exemplo, evitar a consulta de sites com conteúdo pornográfico ou outro mais violento.
As crianças e jovens utilizam a Internet sobretudo para comunicar com os seus amigos. Esta comunicação pode assumir a forma tradicional de conversar através do Messenger ou uma interacção através de sites de redes sociais. Um bom pacote de segurança da Internet também vai acompanhar estas fontes de pragas digitais. Cabe aos pais, entretanto, estarem cientes de que, embora o seu PC possa ser protegido, o software de segurança não consegue só por si verificar se os seus filhos estão a revelar informações pessoais sobre si próprios ou a conversar com estranhos na Net. É aqui que entra o Plano B.
Ponha regras claras em vigor. Estas devem, por exemplo, regular o uso que as crianças fazem dos sites de redes sociais como o Facebook, bem como as compras online e o download de músicas e vídeos. As crianças menores de dez anos de idade não devem ser autorizadas a navegar na Internet sem supervisão. Se tiver filhos mais velhos, use a Internet com eles. Se eles querem visitar salas de chat, use programas de mensagens instantâneas ou inscreva-se em sites de redes sociais. Se concordar que eles participem em tais actividades, ajude-os a fazê-lo. Escolha nomes de utilizador apropriados e passwords adequadas que lhes permitam fazer login nesses programas e garanta que não publicam informações pessoais importantes online. Deve ser bem explicado ao jovem o perigo de revelar o seu endereço e número de telefone na Internet.
Trace um paralelo entre a Internet e o mundo real e explique aos seus filhos que muitos comportamentos que são certos ou errados no mundo real também são certos ou errados na Internet. Isto vai rapidamente tornar claro que as crianças não devem conversar com estranhos e que a cópia e troca de material pirateado são proibidas. Deve também deixar claro aos seus filhos que as regras comportamentais não mudam só porque a comunicação interpessoal acontece em frente a um computador. Deve-lhes explicar, no entanto, as diferenças entre a realidade e a Internet. O seu filho deve perceber que é muito fácil assumir uma identidade falsa na Internet e que os e-mails de spam são enviadas com a única finalidade de atrair utilizadores para sites com conteúdo malicioso habilmente formulado. Ensine os seus filhos que nem tudo o que lêem online é verdade e incentive-os a fazer perguntas sempre que tiverem dúvidas. Isso aplica-se particularmente às experiências negativas na Internet. De acordo com a EU Kids Online, os adolescentes só muito raramente discutem os problemas encontrados na Internet com os seus pais.
C de Constante atenção
Não devemos encarar a segurança dos nossos filhos na Internet como uma tarefa única, mas vê-la como algo que necessita da nossa constante atenção. Converse com os seus filhos sobre os novos serviços Web, verifique as configurações de segurança do seu computador regularmente, e mantenha actualizados os controlos parentais. E o próximo desafio para os pais já se adivinha no horizonte, com o uso crescente que as crianças fazem dos dispositivos móveis, como telemóveis e consolas de jogos portátil, para aceder à Internet.
Os conselhos que aconselhamos os pais a transmitirem aos filhos quanto ao uso da Internet através do computador também podem ser aplicados no uso da Internet móvel.
É também interessante notar neste contexto que, quando se trata do uso da Internet, os pais têm feito um esforço para acompanhar os seus filhos. Se as crianças estão a navegar na Internet, os pais geralmente também estão. Mas a verdade é que, no entanto, os utilizadores da Internet estão a ficar mais jovens, registando-se um aumento considerável no uso da Internet por parte de crianças entre os seis e os 10 anos de idade. Esta realidade exige dos pais que tomem as medidas adequadas. É, por isso, mais importante que nunca seguir aquilo a que chamamos de "o ABC da Segurança na Internet Security".
A de acção
A primeira coisa que se deve fazer - antes que os seus filhos comecem navegar na Internet - é tomar medidas para proteger o computador deles. E muitas destas medidas não são muito diferentes das que se devem tomar para os proteger enquanto navegam. O componente de segurança mais importante é sem dúvida um pacote de protecção da Internet para o PC. Este tipo protecção abrangente consegue limpar o sistema de todos os tipos de pragas, como vírus, worms e cavalos de Tróia, ou trojans, detecta spyware e usa um firewall para bloquear ataques de hackers. O elemento crucial: o programa possui um recurso de actualização automática para assegurar que as suas funções de protecção estão sempre em dia.
É também fundamental realizar todas as actualizações ao Windows e a outros programas utilizados. A Microsoft também oferece um serviço de actualização automática, o qual deve estar sempre activado. Este serviços descarrega actualizações de segurança automaticamente para o PC e instale-as, sem que seja necessária qualquer intervenção do utilizador. Fazer o backup a todo o conteúdo do computador é também algo que recomendamos fortemente, já que esta medida garante que não se perdem dados mesmo que o hardware sofra uma falha grave. As cópias de segurança também irão permitir que se reinstale a configuração actual do sistema num computador novo. Embora o Windows já contenha funções básicas de backup, é sempre mais conveniente usar um programa especializado na realização de backups de dados e sistemas.
Depois de protegido o PC, é importante que se analisem os riscos a que as nossas crianças e jovens estão sujeitos. As crianças estão em maior risco, por exemplo, de serem vítimas de um tipo de ciber-ataque conhecido como drive-by download. Este tipo de ataque permite que os programas maliciosos passem a residir no PC, bastando para tal visitar um site infectado - mesmo sem fazer o download de um único ficheiro ou programa. A razão para o risco acrescido nas crianças e jovens? Assim como os cigarros, os sites "proibidos" são tentadores para os mais novos. Não demora muito para que uma criança clique num link distribuído entre os seus amigos e acabe por ir parar a um site infectado. Uma protecção abrangente instalada no computador tem, contudo, a capacidade de afastar este tipo de perigos.
Trate a Internet como se fosse qualquer outro meio. Dificilmente deixaríamos um filho nosso ficar horas intermináveis à frente do ecrã da televisão, certo? O mesmo se aplica à Internet e ao PC. É importante colocar um limite de tempo para o seu uso por parte das crianças, chegando pacificamente a acordo com eles. E, a fim de garantir que essas medidas são cumpridas, é aconselhável definir os tempos de acesso automaticamente. Os controlos parentais dos pacotes de segurança Internet de última geração certificam-se que isso é feito, sendo inclusivamente possível usar esses recursos como forma de restringir o acesso dos miúdos a determinados tipos de sites. Isto permite, por exemplo, evitar a consulta de sites com conteúdo pornográfico ou outro mais violento.
As crianças e jovens utilizam a Internet sobretudo para comunicar com os seus amigos. Esta comunicação pode assumir a forma tradicional de conversar através do Messenger ou uma interacção através de sites de redes sociais. Um bom pacote de segurança da Internet também vai acompanhar estas fontes de pragas digitais. Cabe aos pais, entretanto, estarem cientes de que, embora o seu PC possa ser protegido, o software de segurança não consegue só por si verificar se os seus filhos estão a revelar informações pessoais sobre si próprios ou a conversar com estranhos na Net. É aqui que entra o Plano B.
- B de Bom senso
Ponha regras claras em vigor. Estas devem, por exemplo, regular o uso que as crianças fazem dos sites de redes sociais como o Facebook, bem como as compras online e o download de músicas e vídeos. As crianças menores de dez anos de idade não devem ser autorizadas a navegar na Internet sem supervisão. Se tiver filhos mais velhos, use a Internet com eles. Se eles querem visitar salas de chat, use programas de mensagens instantâneas ou inscreva-se em sites de redes sociais. Se concordar que eles participem em tais actividades, ajude-os a fazê-lo. Escolha nomes de utilizador apropriados e passwords adequadas que lhes permitam fazer login nesses programas e garanta que não publicam informações pessoais importantes online. Deve ser bem explicado ao jovem o perigo de revelar o seu endereço e número de telefone na Internet.
Trace um paralelo entre a Internet e o mundo real e explique aos seus filhos que muitos comportamentos que são certos ou errados no mundo real também são certos ou errados na Internet. Isto vai rapidamente tornar claro que as crianças não devem conversar com estranhos e que a cópia e troca de material pirateado são proibidas. Deve também deixar claro aos seus filhos que as regras comportamentais não mudam só porque a comunicação interpessoal acontece em frente a um computador. Deve-lhes explicar, no entanto, as diferenças entre a realidade e a Internet. O seu filho deve perceber que é muito fácil assumir uma identidade falsa na Internet e que os e-mails de spam são enviadas com a única finalidade de atrair utilizadores para sites com conteúdo malicioso habilmente formulado. Ensine os seus filhos que nem tudo o que lêem online é verdade e incentive-os a fazer perguntas sempre que tiverem dúvidas. Isso aplica-se particularmente às experiências negativas na Internet. De acordo com a EU Kids Online, os adolescentes só muito raramente discutem os problemas encontrados na Internet com os seus pais.
C de Constante atenção
Não devemos encarar a segurança dos nossos filhos na Internet como uma tarefa única, mas vê-la como algo que necessita da nossa constante atenção. Converse com os seus filhos sobre os novos serviços Web, verifique as configurações de segurança do seu computador regularmente, e mantenha actualizados os controlos parentais. E o próximo desafio para os pais já se adivinha no horizonte, com o uso crescente que as crianças fazem dos dispositivos móveis, como telemóveis e consolas de jogos portátil, para aceder à Internet.
Os conselhos que aconselhamos os pais a transmitirem aos filhos quanto ao uso da Internet através do computador também podem ser aplicados no uso da Internet móvel.
{mosgoogle}
Cerca de 75 por cento das crianças na Europa utilizam já a Internet. Embora a maioria dos pais sejam também eles utilizadores da Internet, muitas vezes - e ao contrário do que acontece noutras áreas da vida – ficam atrás dos seus filhos em termos de experiência. Existem, no entanto, medidas simples que todos podemos tomar para proteger os nossos filhos enquanto navegam.