Mostrando produtos por etiqueta: kaspersky

segunda-feira, 27 outubro 2025 11:42

Portugal lidera no bloqueio de ciberataques industriais

Num trimestre em que aumentaram os ataques dirigidos a sistemas industriais e infraestruturas críticas — incluindo campanhas de phishing, spyware e ameaças sobre sistemas biométricos e de automação — Portugal destacou-se no Sul da Europa pela sua elevada taxa de deteção e bloqueio. O mais recente relatório da Kaspersky ICS CERT revela que, no segundo trimestre de 2025, 23,3% dos computadores industriais nacionais bloquearam tentativas de ataque, posicionando o país no top 3 regional de ciberdefesa industrial.

A equipa Global Research and Analysis Team (GReAT) da Kaspersky revelou a descoberta de novos anúncios na darkweb que oferecem serviços de criação de deepfakes em vídeo e áudio em tempo real, com preços acessíveis a partir de 30 dólares. As investigações, conduzidas em plataformas em russo e inglês, mostram que este tipo de serviço — antes limitado a operações dispendiosas — está agora amplamente disponível por valores muito inferiores.

A Kaspersky revelou uma nova campanha maliciosa que tem disseminado o infostealer StealC v2 através do Facebook desde agosto de 2025. Este malware, concebido para roubar passwords, cookies, dados financeiros de carteiras de criptomoedas e até capturas de ecrã, já foi detetado em mais de 400 incidentes em vários países europeus, incluindo Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e Países Baixos.

Em Portugal, quase metade dos utilizadores de PCs ainda utilizam o Windows 10, apesar do fim do suporte oficial estar marcado para outubro de 2025. Segundo dados da Kaspersky, 49,9% dos portugueses mantêm este sistema operativo, enquanto apenas 42,3% já migraram para o Windows 11. No setor empresarial, 45,9% ainda trabalham com o Windows 10, e entre os utilizadores individuais a percentagem sobe para 50,6%.

O mais recente relatório da Kaspersky revela um aumento preocupante no número de ataques a utilizadores de Android em 2025. No primeiro semestre do ano, registou-se uma subida de 29% face ao mesmo período de 2024 e de 48% em relação ao segundo semestre de 2024. Entre as ameaças mais proeminentes estão os malwares SparkCat, SparkKitty e Triada, a que se juntam aplicações maliciosas disfarçadas de serviços legítimos, incluindo apps de conteúdo adulto usadas para ataques DDoS e até uma VPN falsa que intercetava códigos de login de várias plataformas.

Pág. 4 de 71
Top