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Quatro em cada cinco pessoas tentam remover informações privadas de websites ou redes sociais
A nova investigação da Kaspersky revela que, a nível global, os consumidores querem adotar mais medidas para proteger e manter o controlo da sua privacidade pessoal. Segundo as conclusões do seu relatório, Defending digital privacy: taking personal protection to the next level, os consumidores estão a tornar-se mais conscientes sobre os locais online onde a sua informação pessoal pode estar disponível e, neste sentido, 82% dos mesmos afirmam ter tentado remover informação privada de websites ou redes sociais. No entanto, um terço (37%) ainda não sabe como lidar com esta situação.
As conclusões desta investigação realizada pela Kaspersky revelam como é fundamental proteger a privacidade dos dados pessoais e interações online, de modo a garantir que possamos continuar a beneficiar da tecnologia. O relatório, que inclui conclusões de um novo inquérito feito a consumidores de 23 países diferentes, analisa as atitudes atuais dos mesmos em relação à privacidade online e as medidas que estão a tomar para evitar que a informação privada caia nas mãos erradas.
Ataques DDoS a plataformas educativas e administrativas triplicam durante a pandemia
O último relatório da Kaspersky sobre os ataques DDoS revela que o número total destes ataques aumentou ao longo dos primeiros três meses do ano, registando um pico significativo em sites municipais e educativos. Este aumento poderá estar relacionado com o facto de os hackers estarem a tirar partido do contexto atual, no qual as pessoas passam mais tempo confinadas em casa e estão muito dependentes dos recursos digitais.
A pandemia COVID-19, que teve origem no primeiro trimestre de 2020, originou uma mudança significativa em quase todas as atividades – educação, trabalho ou lazer – que acabaram por migrar para o online. A procura crescente pelos recursos digitais tornou-se uma oportunidade para os hackers, que dirigiram os seus ataques a serviços online essenciais ou a plataformas que têm vindo a ganhar popularidade. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo dos EUA, uma cadeia de hospitais em Paris e os servidores de um jogo online foram alguns dos alvos dos ataques DDoS ao longo dos meses de fevereiro e março.
Violações de dados comprometem datas familiares importantes dos gestores de IT
O último relatório da Kaspersky, Taking care of corporate security and employee privacy: why cyber-protection is vital for both businesses and their staff, destaca o "lado humano" dos incidentes de cibersegurança ao avaliar o desconforto e as perdas que os colaboradores enfrentam devido às violações de dados. Segundo esta investigação, cerca de um terço dos trabalhadores das empresas (30%) que estão envolvidos nas consequências destas ameaças falharam eventos pessoais importantes, tiveram de trabalhar durante a noite (32%) ou sofreram stress adicional (33%), enquanto um quarto teve mesmo de cancelar as suas férias (27%). Embora o risco de violação de dados seja uma constante, as organizações precisam de manter sob controlo a segurança dos seus dados, para que estes incidentes não afetem negativamente a conduta dos colaboradores e a reputação da empresa - especialmente durante a pandemia COVID-19.
Acesso a conteúdos impróprios é a maior preocupação dos pais na atividade online dos filhos
De acordo com o Kaspersky’s Family Report, mais de um quarto (28%) dos pais com crianças entre 7 e 12 anos consideram que o acesso a conteúdo nocivo (violento ou sexual) é o maior risco que os seus filhos enfrentam enquanto estão online. Conteúdos impróprios podem ser encontrados em qualquer parte da Internet, mesmo em anúncios que surgem nas aplicações, e quem os produz pode lucrar com este tipo de publicidade. O Kaspersky Safe Kids for Windows recebeu recentemente o prémio de Approved Parental Control de 2019 da AV-Comparatives e ajuda a manter as crianças protegidas contra conteúdo inapropriado.
Nem tudo o que está disponível na Internet é adequado para públicos mais jovens – e a quantidade de conteúdo perigoso disponível online está a aumentar rapidamente. Segundo os especialistas da Kaspersky, para minimizar o risco de as crianças encontrarem conteúdos impróprios, quase 3 em cada 10 pais (28%) tenta monitorizar o tempo que as crianças passam online. Por outro lado, mais de metade (58%) sente que precisa de controlar ou supervisionar os conteúdos que os seus filhos procuram online e de que forma utilizam a Internet.
Kaspersky alerta para as armadilhas dos hackers nas compras online
Recentemente, nos Estados Unidos, a Amazon anunciou que vai contratar cem mil pessoas para fazer face ao aumento das encomendas gerado pela pandemia Covid-19. Já em Portugal, desde que foi detetado o primeiro caso de coronavírus, o montante médio gasto nas lojas online aumentou 6%, de 37,50 para 39,70 euros por compra.
O receio pelo surto está a levar os consumidores a ficarem mais cautelosos com a realização de compras em locais públicos, o que tem provocado uma crescente procura pelos serviços de compras online, não só para adquirir bens essenciais, como artigos de entretenimento e lazer. Tendência esta que se acentua se pensarmos que fazer compras é também uma forma de “passar o tempo” e “combater o tédio” (necessidades que têm aumentado pelo facto das pessoas estarem confinadas em casa durante a quarentena), mas também porque as marcas com sites de e-commerce têm apostado em apresentar boas ofertas, como estratégia para sobreviverem à crise que ameaça o comércio e a economia global.