Os populares órgãos de comunicação social norte-americanos indicam que os serviços secretos estão a “varrer” os e-mails, conversas mantidas em chats, trocas de informação em redes sociais e em todas as plataformas consideradas como sendo de risco.
Perante estas acusações, o diretor da Agência de Segurança Nacional (ASN), James Clapper, reagiu às notícias e apesar de dizer que os artigos em questão “têm imprecisões”, a verdade é que Clapper não desmentiu esta invasão de privacidade, através do acesso aos servidores onde é feita a partilha de informação.
Porém, e porque os nomes das redes sociais e serviços estão também a ser acusados de ceder o acesso, estes já vieram negar que tenham dado acesso aos servidores.
O acesso está a ser feito por um programa, com o nome de código PRISM, e está a ser utlizado desde 2007, permitindo à ASN ligar-se aos servidores das empresas para consultar informações sobre os utilizadores, existindo motivos para "admitir razoavelmente" que estão no estrangeiro, tudo sem qualquer autorização judicial.
A lei dos EUA protege os seus cidadãos de uma vigilância feita sem autorização, mas as pessoas fora do território norte-americano não beneficiam desta proteção, pelo que podem ser espiados de forma “legal”.
A revelação foi feita esta semana pelo Washington Post e pelo The Guardian onde revela que a Agência de Segurança Nacional (ASN) e o FBI têm acesso aos servidores e à troca de informação nas redes sociais, e-mails e noutras plataformas, para defender o país de ameaças.