Mais de 63% dos novos códigos maliciosos que surgiram durante o segundo trimestre de 2008 foram Trojans, de acordo com o último relatório trimestral do PandaLabs. O adware, com 22,40%, foi o segundo tipo de malware criado mais frequentemente no mesmo período.

No actual cenário, é improvável que um Trojan infecte um elevado número de computadores, já que iria atrair a atenção, o que vai contra os interesses dos cibercriminosos. Eles preferem criar vários Trojans diferentes, tendo como alvo os utilizadores de um serviço ou utilitário específicos, etc., do que tentar propagar de forma massiva um único exemplar”, explica Luis Corrons, Director Técnico do PandaLabs, que acrescenta: “É por isso que os Trojans são normalmente o tipo de malware com mais exemplares individuais em circulação.”
Relativamente à virulência de exemplares específicos, o worm Bagle.RP infectou a maioria dos computadores, seguido pelos worms Puce.E e Bagle.SP.

Os Trojans foram também o tipo de malware responsável pela maioria das infecções no segundo trimestre de 2008, contabilizando 28,7% do total. O adware, que ocupou a liderança no primeiro trimestre do ano, causou 22,03% das infecções, e os worms originaram 13,52% dos casos.

“Os Trojans causaram a maioria das infecções, mas fizeram-no com milhares de diferentes variantes. Já os worms operam de forma diferente, podendo um exemplar ser responsável por dezenas de milhares de infecções. Por isso, enquanto código malicioso individual, os worms são normalmente os predominantes”, afirma Corrons.

Banker Trojans

De todos os tipos de Trojans em circulação, os banker Trojans, destinados a bancos online, plataformas de pagamento, etc. são, decididamente, os mais perigosos.

De acordo com o relatório do segundo trimestre do PandaLabs, a Sinowal, a Banbra e a Bancos são as três famílias de banker Trojans mais activas. Outras famílias, incluindo a Dumador, SpyForms, Bandiv, PowerGrabber e Bankpatch possuem igualmente inúmeras variantes, enquanto as famílias Briz, Snatch e Nuklus têm registado menos actividade.

 

“Este tipo de malware está a causar sérias perdas aos utilizadores em todo o mundo, especialmente considerando o aumento na utilização dos serviços bancários online. Em 2006, só nos EUA, existiam 44 milhões de utilizadores de bancos online, o que é um enorme conjunto de potenciais vítimas para os cibercriminosos. Basta que estes consigam furtar 100 dólares a 1% destes utilizadores, para obterem cerca de 44 milhões de dólares. E esta é uma estimativa muito conservadora, já que a realidade pode ser muito pior,” conclui Corrons.

O mais recente relatório do PandaLabs analisa igualmente o desenvolvimento do spam ao longo dos últimos três meses, as infecções através de páginas Web e as vulnerabilidades mais perigosas que têm sido detectadas.

O relatório está disponível para download em http://www.pandalabs.com .
 
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