Se reintegrados no mercado, estes dispositivos poderiam gerar 162 milhões de euros, além de contribuírem significativamente para a redução de resíduos eletrónicos e da pegada de carbono. Só em Portugal, estima-se que a renovação desses smartphones evitaria 580 mil toneladas de CO₂, o equivalente à ação de 23 milhões de árvores num ano.
O cenário português reflete uma tendência europeia preocupante: mais de 642 milhões de smartphones inativos na União Europeia, com 211 milhões ainda recondicionáveis. A recuperação desses equipamentos permitiria poupar 24 milhões de toneladas de CO₂ em toda a UE.
Além dos benefícios ambientais, o estudo destaca que recondicionar um smartphone reduz em 86% o uso de recursos naturais, em 69% o consumo de matérias-primas críticas (como lítio e cobalto) e em 97% a utilização de minerais provenientes de zonas de conflito.
A acumulação de smartphones disparou nas últimas décadas. Em 2011, 82% dos europeus não tinham smartphone. Em 2023, essa percentagem inverteu-se: 82% têm pelo menos um.
Para Peter Windischhofer, CEO da refurbed, "o modelo linear de produção e descarte está ultrapassado. Recondicionar é uma solução ganha-ganha: oferece tecnologia acessível aos consumidores e protege o planeta."