A Perplexity apresentou uma proposta para adquirir o navegador Chrome e manter o Google como motor de busca padrão durante dois anos, num contexto de forte pressão regulatória nos EUA, onde decorre um processo antitrust que poderá levar à separação do Chrome da Google. Para a Alphabet, o navegador é um ativo estratégico, servindo como porta de entrada para o seu ecossistema, gerando dados essenciais para pesquisa, publicidade e inteligência artificial.

Apesar de a Perplexity afirmar ter investidores interessados, a operação parece improvável devido à avaliação da start-up (14 a 18 mil milhões de dólares) e ao custo estimado do Chrome (20 a 50 mil milhões). A oferta, com caráter de marketing, promove o navegador próprio da Perplexity e reforça a narrativa de que a Google detém demasiado poder no mercado.

A Alphabet, sem intenção de vender o Chrome, deverá recorrer de qualquer decisão judicial desfavorável, num processo que pode arrastar-se por anos. Três cenários principais são considerados: manutenção do Chrome com defesa jurídica e política; separação parcial através de um "spinoff" controlado, preservando acordos preferenciais; ou venda total imposta judicialmente, que teria o maior impacto, reduzindo receitas e obrigando a Alphabet a reforçar outros produtos como Android, Pixel, YouTube e IA generativa.

Independentemente do desfecho, o Chrome é visto pela Alphabet como essencial para manter a sua posição competitiva e alimentar as suas principais áreas de negócio, tornando provável que a empresa lute de forma intensa contra qualquer medida que leve à sua alienação.

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