Um estudo recente da Kaspersky revela que mais de metade dos executivos de topo portugueses considera que as ciberameaças são um risco maior do que o agravamento do ambiente económico para as suas empresas. No entanto, não conseguem definir prioridades de ação devido à terminologia confusa utilizada em cibersegurança.

De acordo com o estudo ‘Separados por uma linguagem comum: podem os executivos de C-level decifrar e agir perante a ameaça real dos ciberataques’, 52% dos gestores portugueses inquiridos considera que os ciberataques são o maior risco enfrentado pelas suas empresas, à frente dos fatores económicos (33%). Porém, 47% dos responsáveis considera que a linguagem utilizada em cibersegurança é o maior obstáculo à compreensão das questões de segurança por parte da sua equipa de gestão.

Um estudo da Kaspersky sobre atitudes e comportamentos relativos à cibersegurança descobriu que a maioria dos adultos com idades compreendidas entre os 16 e os 55 anos acredita ter conhecimentos sobre segurança online (60%). Porém, entre estes, mais de um quinto (22%) já foi vítima de ataques de phishing.

Em Portugal, cerca de metade dos adultos inquiridos (54%) acredita ter conhecimentos sobre segurança online. No entanto, a maioria dos portugueses já partilhou informações pessoais nas redes sociais (63%), uma percentagem idêntica afirmou ter sido alvo de esquemas de phishing (62%), pelo menos, uma vez por ano, e um quarto já foi efetivamente vítima de uma fraude deste tipo (25%).

Nos últimos 10 anos, o acesso crescente à Internet foi acompanhado pela facilidade de aquisição de um dispositivo ligado, com um número cada vez maior de crianças a ter estes aparelhos. Estas estão cada vez mais expostas a riscos, não só de conteúdos nocivos, mas, também, de burlões. Um estudo recente da Kaspersky alerta para o facto de o excesso de confiança tornar as crianças altamente vulneráveis a cibercrimes.

Os especialistas da Kaspersky realizaram uma pesquisa sobre a capacidade do ChatGPT para detetar ligações de phishing. Embora o bot já tenha demonstrado anteriormente a capacidade de criar e-mails de phishing e escrever malware, a sua eficácia na deteção de links maliciosos era limitada. O estudo revelou que, embora o ChatGPT saiba muito sobre phishing e possa adivinhar o alvo de um ataque, apresentou uma taxa de falsos positivos de até 64%, dando falsas explicações e provas para justificar as decisões.

Pois bem, trabalho acadêmico científico consiste em um documento escrito que pode apresentar tanto pesquisas assim como estudos científicos originais e detalhados sobre um determinado tema. Esse tipo de trabalho, de uma forma geral, pode ser produzido por estudantes universitários, por pesquisadores ou por professores e, o seu principal objetivo contribuir para os avanços do conhecimento de uma determinada área do saber.

Recentemente, a Check Point Research, equipa de investigação da Check Point Software, líder mundial de soluções de cibersegurança, investigou uma sequência de ciberataques direcionados a entidades europeias dos negócios estrangeiros e atribuiu-os a um grupo de Ameaça Persistente Avançada (APT) patrocinado pelo Estado chinês, denominado de "Camaro Dragon" pelo CPR. Esta atividade tem sobreposições significativas de infraestruturas com atividades publicamente associadas ao "Mustang Panda". A nossa investigação descobriu uma implementação de firmware malicioso criado para routers TP-Link que continha vários componentes nocivos, incluindo uma backdoor personalizada denominada "Horse Shell". Esta backdoor permitia que os atacantes assumissem o controlo total do dispositivo infetado, não fossem detetados e acedessem a redes comprometidas. A análise minuciosa do CPR expôs estas táticas maliciosas e fornece uma análise aprofundada.

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