O jornal norte-americano The Washington Post foi alvo de um ataque informático que resultou no compromisso de várias contas de email Microsoft utilizadas por jornalistas da redação. O incidente, detetado na passada quinta-feira, está a ser atribuído à ação de um governo estrangeiro, uma vez que os profissionais afetados cobriam temas sensíveis como segurança nacional, política económica e assuntos relacionados com a China. Após a deteção da intrusão, as palavras-passe das contas visadas foram imediatamente redefinidas de forma a impedir novos acessos.

Um estudo recente conduzido pela Kaspersky, em colaboração com a VDC Research, revelou que mais de metade das organizações industriais em todo o mundo estima perdas superiores a 1 milhão de dólares por ciberataque. Quase uma em cada quatro empresas reporta danos que ultrapassam os 5 milhões de dólares, e cerca de 2% das organizações inquiridas já enfrentaram prejuízos superiores a 10 milhões de dólares.

Durante o GITEX Europe, a Kaspersky revelou os resultados do seu mais recente estudo “Securing OT with purpose-built solutions ”, centrado na preparação das empresas face a um cenário digital cada vez mais imprevisível.

Um dos principais focos do estudo é o conceito de ciberimunidade: sistemas de TI e OT que integram a segurança desde a conceção, graças a metodologias de desenvolvimento específicas e requisitos arquitetónicos com uma resiliência herdada contra ciberataques. Esta abordagem estrutural e preventiva foi avaliada por especialistas, tanto em termos de familiaridade como de eficácia.

O setor da saúde está a enfrentar uma crescente onda de ameaças cibernéticas, de acordo com um novo relatório da NCC Group, especialista em cibersegurança. Este setor, considerado uma parte essencial da infraestrutura crítica nacional, tornou-se um alvo cada vez mais apelativo para o crime organizado e para grupos apoiados por Estados. Nos últimos doze meses, registaram-se 550 ataques a organizações de saúde, um aumento de 216% em apenas dois anos. Nos últimos três anos, o setor tem-se mantido consistentemente entre os cinco mais atacados, com grupos como o RansomHub e o LockBit 3.0 a liderarem os ataques mais recentes.

A Microsoft acaba de divulgar o Cyber Signals, o seu já conhecido relatório de cibersegurança, que nesta oitava edição analisa os desafios que o setor da educação enfrenta perante o volume de ataques. Segundo o relatório, este é um dos setores de atividade mais visado por ataques perpetuados por grupos de cibercriminosos durante o segundo trimestre de 2024.

De acordo com os dados hoje apresentados, o setor da educação apresenta-se como um alvo particularmente interessante para cibercriminosos, uma vez que as instituições de ensino são responsáveis por gerar dados que podem incluir registos de saúde, informação financeira e outros dados confidenciais. Além disso, nas suas plataformas podem alojar sistemas de processamento de pagamentos, redes que funcionam como fornecedores de serviços de internet (ISPs) e outras soluções digitais. Isto leva a que as ciberameaças que a Microsoft observa em diferentes indústrias tendem a ser agravadas neste setor em particular, uma realidade que os atores de ameaças já perceberam, como demonstram as 2.507 tentativas de ciberataques por semana, das quais as universidades são os principais alvos de malware, phishing e vulnerabilidades de IoT.

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