A Kaspersky lançou o seu mais recente Security Bulletin, revelando dados alarmantes sobre o estado da cibersegurança em 2025. De acordo com o relatório, os sistemas de deteção identificaram uma média diária de 500.000 novos ficheiros maliciosos, o que representa um crescimento de 7% face ao ano anterior. Este aumento é impulsionado por uma nova vaga de ataques focados no roubo de identidades, com os password stealers a crescerem 59% e o spyware a registar uma subida de 51% a nível global.
A Equipa Global de Investigação e Análise da Kaspersky (GReAT) descobriu um novo spyware que liga a empresa Memento Labs, sucessora da notória HackingTeam, a uma sofisticada onda de ciberataques. A revelação surge da investigação da Operação ForumTroll, uma campanha de Ameaça Persistente Avançada (APT) que utilizou uma vulnerabilidade zero-day (CVE-2025-2783) no Google Chrome em março de 2025.
Num trimestre em que aumentaram os ataques dirigidos a sistemas industriais e infraestruturas críticas — incluindo campanhas de phishing, spyware e ameaças sobre sistemas biométricos e de automação — Portugal destacou-se no Sul da Europa pela sua elevada taxa de deteção e bloqueio. O mais recente relatório da Kaspersky ICS CERT revela que, no segundo trimestre de 2025, 23,3% dos computadores industriais nacionais bloquearam tentativas de ataque, posicionando o país no top 3 regional de ciberdefesa industrial.
Os investigadores da Kaspersky apresentaram uma investigação aprofundada sobre as mais recentes novidades introduzidas no spyware FinSpy para o Windows, Mac OS, Linux e outros developers. Esta análise, que demorou oito meses a ser realizada, realça quatro níveis de ofuscação e avança medidas antianálise, promovidas por quem desenvolveu os spywares, bem como a utilização de um bootkit UEFI que infeta as suas vítimas. Os resultados da investigação enfatizam a evasão das defesas, convertendo o FinFisher num dos spywares mais difíceis de detetar e reportar até à data.