#bannerstart#bannerend#rating4Naquela que é já uma sequela de sucesso, e um obrigatório candidato a jogo do ano, a Electronic Arts, juntamente com a Crytek, trazem-nos o novíssimo Crysis 3, neste que é o terceiro capítulo de uma saga que teve início em 2007 e que tem vindo a marcar categoricamente o género dos FPS (First Person Shooters) de ficção científica. Desta feita, o enredo avança 24 anos em relação a Crysis 2, e o nanosuit de Prophet, Psycho e restantes personagens encontram-se no ano de 2047, imersos numa história que desde logo procura cativar o jogador, quer seja um já veterano na série, quer esteja pela primeira vez a experimentar um volume desta prometedora saga.

A História

Depois de em Crysis 2 Prophet se suicidar, ficando o nanosuit de Alcatraz com as memórias de ambas as personagens, este desaparece por mais de 20 anos, sendo resgatado pelo seu antigo colega Psycho no ano de 2047, numa mundo em que as forças CELL se preparam para tentar o domínio global, utilizando tecnologia e energia Ceph - uma raça alienígena que, segundo Prophet, habita o nosso planeta desde uma época pré-histórica, e que se revela como a "real" ameaça deste o início da saga. Após em Crysis 2 a cidade Nova Iorque ficar completamente dizimada pelos ataques das entidades Ceph, em Crysis 3 a cidade norte americana volta a ser referenciada, mas desta vez, restrita por uma cúpula gigante, controlada pelas forças CELL, sob o falso pretexto de protegerem a população das ameaças alienígenas.

Prophet volta a Crysis 3 através do seu nanosuit, já sem qualquer condição humana, mas como entidade que comanda o super fato que o jogador irá dispor para combater as ameaças CELL e Ceph. "Acordado" após 20 anos, Prophet traz-nos uma nova visão, a de que o líder alienígena Alpha Ceph ainda está no nosso planeta e não terá sido aniquilado no evento que destruiu as forças Ceph no final de Crysis 2. Deste modo, Prophet e Psycho partem à procura de pistas que os levem até Alpha Ceph, numa tentativa de aniquilar de uma vez por todas o derradeiro líder alienígena, e isto enquanto, claro está, as forças CELL tentam a sua sorte no domínio global.

Contudo, e sendo Prophet o único a saber do "regresso" de Alpha Ceph, cada vez mais este vai perdendo a credibilidade junto dos seus ex-colegas, que progressivamente vão acreditando que toda a tecnologia Ceph com que se deparam em nada estará ligada a um novo ataque alienígena, mas sim às entidade CELL e à sua apropriação desta tecnologia para assim poderem dominar o mundo.

 

Jogabilidade

Em Crysis 3, o principal mote para a jogabilidade será o nanosuit que o jogador detém, sob o mote de pertencer ao corpo de Alcatraz, combinando as memórias de Prophet. Assim, o jogador e personagem principal poderá contar neste FPS com habilidades pouco ou nada comuns num jogo de guerra, como são os casos da armadura, invisibilidade, super velocidade ou super saltos. Prophet, ao longo da história, irá oferecer-nos visões que nos irão permitir ter uma melhor perceção dos eventos desta trama, contudo a principal caraterística de Crysis 3, prender-se-á, uma vez mais, com uma exigente utilização do nosso fato. Os movimentos são simples, comuns entre jogos do género, servindo as nossas super habilidades para de certo modo potenciar toda uma jogabilidade algo linear deste enredo. Embora a história prometa muito, e nos primeiros momentos do jogo o utilizador ganhe uma perspetiva imediata de que está a lidar com um enredo complexo e meticuloso, a jogabilidade em Crysis 3 acaba por de um modo algo desapontante incorrer em vários momentos de monotonia ao longo da história.

Após a descoberta de um novo local, um novo capítulo, o jogador terá de lidar de forma muito recorrente e semelhante com as ameaças aí presentes, sejam CELL ou Ceph (ou ambos), entrando num determinado espaço, aniquilando uma dezena de adversários, prosseguindo para o espaço seguinte, e repetindo a tarefa. Embora ao longo de toda a história Prophet possa recolher Intel, novas armas ou diferentes tipos de balas e acessórios para o seu arsenal, a verdade é que a ação se vai em boa parte limitando a um autêntico jogo de xadrez, em que simplesmente temos de perceber onde e quando utilizar a nossa invisibilidade, o nosso escudo, ou efetuar um hack nas metralhadoras ou minas colocadas no nosso caminho para que estas possam ajudar-nos a eliminar os nossos adversários.

Já o sistema de danos, também não traz nada de novo, uma vez que o nosso ecrã vai sendo tingido com salpicos de sangue conforme a recorrência dos disparos sobre o jogador, e que se vão dissipando após breves momentos de pausa sem que sejamos atingidos. Já os nossos adversários, funcionam sob uma simples esquematização de pontos vitais (tiros certeiros na cabeça serão muito mais mortais que disparos no tronco, com exceção feita às flechas, que mesmo numa dificuldade mais elevada, parecem ser (quase sempre) fatais. No caso de inimigos Ceph, o segredo estará em procurar o seu ponto mais exposto, evitando o seu modo mais fechado em que as munições funcionam nos nossos adversários como no nosso modo "armadura".

A grande novidade em termos de armamento será o arco, característica integrante da personagem por detrás do nanosuit nesta nova sequela, e que permitirá ao jogador, caso acerte no adversário, ir ao seu encontro e resgatar as flechas que utilizou para o abater, recuperando assim "munições" para esta tão silenciosa arma que nos ajudará a manter os índices de invisibilidade quando mais necessitarmos. Ao longo de todo o enredo, Prophet poderá também recolher upgrades para o seu fato, podendo assim o jogador evoluir a sua personagem no sentido que mais se adaptar ao seu estilo de combate. Melhorias a nível de pontaria, ou de recuperação de energia para o fato serão algumas das combinações possíveis, e que poderão influenciar a jogabilidade de cada um a um nível mais "Stealth" ou mais furtivo. Por fim, mas não menos importantes, são os modos de visão integrados no nosso fato, o modo de visão por temperatura e o sempre útil modo de visão detalhada, em que podemos ter uma perceção digital de onde se encontram os nossos opositores (e se estão em alerta ou a reparar em nós), armas, munições, Intel ou ainda upgrades.

Gráficos

Crysis 3 traz-nos uma variada e diversificada perceção da história, em ambientes ora exteriores, ora interiores, com maior luz e vegetação ou com uma dramática escuridão e em complexos ambientes metálicos. Nem a chuva foi esquecida, e a primeira missão, a do resgate de Prophet, conta deste logo com fortíssimos elementos climatéricos, água, helicópteros e muitas texturas que revelam não só uma grande diversidade gráfica como também uma elevadíssima qualidade - como de resto vai sendo já uma imagem de marca de toda a série. Uma das maiores mostras de qualidade gráfica será também no cenário adjacente a Nova Iorque, num vasto ambiente florestal em que ervas altas se combinam com destroços de carruagens num ambiente à luz do dia que nos garante excelentes reflexos e efeitos especiais vindos do armamento da cúpula.

Som

O som mostra ser um elemento de muito bom detalhe em Crysis 3. A respiração ou os passos, nos mais diversos terrenos, têm distintos e muito bem reproduzidos efeitos sonoros, assim como os disparos ou os diálogos, que nos surgem bem integrados ao longo de todo o enredo. A banda sonora, essa, sem ser brilhante, está à altura do desafio, e acaba por auxiliar também o jogador na perceção de ameaças ou zonas de confronto ao longo da história.

 

Conclusão

Em suma, Crysis 3 revela-se um jogo dotado de um enorme potencial, quer a nível de enredo, quer a nível gráfico, que poderá certamente fazer deste um dos mais sérios candidatos a jogo do ano em 2013. Contudo, a sua monotonia no modo "campanha" acaba por retirar algum interesse a uma história rica e repleta de potencial, obrigando o jogador a executar um rol de ações por vezes demasiadamente idênticas e repetitivas, fazendo-se valer as "cutscenes" e mudanças de ambiente para quebrar uma tão exagerada monotonia. Nesse contexto, um dos principais pontos de interesse serão os modos Multiplayer, que, utilizando o que de melhor este FPS tem, retirará ao jogador toda a perceção de repetição do enredo linear em prol de uma experiência envolvente em comunidade.

 youtube.com/watch?v=fisfSSa74uQ

Positivo em Crysis 3

+ Ambientes ricos e com excelentes efeitos especiais.
+ Vasto leque de armamento e personalização.
+ Enredo forte e com grande potencial.
+ Dinâmica de evolução de armamento e skills para cada jogador.

Negativo em Crysis 3

- Momentos de ação monótonos e repetitivos.

 

HomePage : Crysis 3


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