História
O jogador assume o papel de Booker DeWitt, um investigador privado que é “contratado” para viajar até à cidade flutuante Columbia de forma a resgatar Elizabeth, uma jovem rapariga com poderes sobrenaturais que vive presa numa torre (uma estátua no género da estátua da Liberdade), guardada por uma ave mecânica que cuja aparência é inevitavelmente parecida com os Big Daddies dos anteriores Bioshock.
Booker DeWitt é considerado, no entanto, um falso profeta na cidade, cuja vinda foi prevista anteriormente, onde foi ordenado que este fosse preso de executado aquando a sua chegada. Booker não sabe deste seu significado.
Toda a história de desenrola à volta da escapatória de Booker e Elizabeth da cidade Columbia, de volta a terra firme. No entanto, a existência de ambos torna-se uma incógnita nos últimos minutos do jogo, onde se percebe que afinal Booker está intrinsecamente relacionado com os protagonistas dos dois jogos anteriores, e com o antagonista de Infinite – Comstock – sendo todos universos/realidades paralelas de si mesmo.
Optamos por não contar mais da história, e sugerimos que experimente o jogo e viva esta aventura, só assim é possível perceber a magnitude toda história de Bioshock Infinite.
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Jogabilidade
Bioshock Infinite evoluiu imenso no quesito da jogabilidade. Quem jogou e se lembra dos dois jogos anteriores, sabe a dor de cabeça que era, por vezes, encontrar o caminho dentro das grandes salas da cidade Rapture. Em Infinite, isso não acontece, pois, por exemplo, foi adicionada uma funcionalidade que indica o caminho sempre que o jogador se perder.
Tal como indicado anteriormente, Bioshock Infinite passa-se na cidade flutuante Columbia. A cidade possuí um sistema de transporte estilo subway, no entanto são carris aéreos, e Booker utiliza-os deslocar por qualquer parte da cidade, ou para “circundar” as áreas de combate. Em infinite o sistema de combate também melhora substancialmente. Elizabeth está constantemente a “atirar” recursos sempre que Booker necessita – e é um grande alívio quando se está prestes a morrer, aparecer o aviso de que Elizabeth tem um kit de primeiros socorros.
As batalhas são agora muito amplas, graças ao imenso espaço aberto disponível no mapa. O jogador pode correr por toda a área de luta e esconder-se atrás de objetos, ou invocar tears – fendas no espaço-tempo que Elizabeth consegue abrir e que contêm itens de um universo paralelo.
Apesar das alterações, Infinite mantém algumas parecenças com os jogos anteriores – continua a ser possível levar apenas duas armas, e existem também os power-ups psico-kinécticos que ajudam a combater os diversos adversários, iguais aos que existiam anteriormente – como por exemplo o choque elétrico.
Também estão presentes os icónicos pontos de venda tão típicos de Bioshock. Em Infinite estes são pequenos robots dentro de “caixas”, que permitem ao jogador comprar munição, ou upgrades para os powerups.
A nível de adversários, esses são muito mais variados do que se encontrava em qualquer Bioshock até agora. Desde simples soldados derrotados com dois tiros, a gigantes robôs que fazem qualquer um delirar, a diversidade é muita, cada um mais difícil que o outro.
youtube.com/watch?v=attvYJb6xn8
Gráficos e som
Os gráficos de Bioshock Infinite são muito bons, não haja dúvida disso, no entanto, são relativamente desatualizados.
A Irrational Games optou por utilizar o motor gráfico Unreal Engine 3, o que acabou por limitar um pouco as capacidades gráficas que o jogo poderia atingir. Apesar de suportar diversas tecnologias recentes, quando jogado num computador nota-se que não tira partido total do hardware.
Ignorando as limitações, consideramos que a Irrational Games fez um excelente trabalho com a aparência geral do jogo. As texturas têm resoluções máximas muito boas (mesmo jogando num ecrã full-hd) e os demais efeitos também estão muito bem desenhados e implementados.
O menu principal de Bioshock Infinite merece, igualmente, ser mencionado, devido à forma interessante como foi feito. Basicamente o jogador ao selecionar um item é levado para “dentro” de uma casa em Columbia, onde é demonstrado os afazeres dos seus cidadãos. Curioso, de facto.
O som de Bioshock Infinite está fantástico. Vozes claras, músicas de fundo perfeitas para o estilo da época em que o jogo se passa e efeitos muito bem conseguidos e implementados.
youtube.com/watch?v=EsJ55BzIvkE
O que fica a desejar
Apesar do jogo estar muito bom – e da crítica internacional aclamar o jogo e declara-lo como o provável vencedor do prémio Jogo do Ano – há coisas em Infinite que deixam um pouco a desejar.
Por exemplo, todo o jogo é composto por pouco mais que lutas. Com cenários de cortar a respiração, e autênticas obras de arte em Columbia, é uma pena que o jogador não tenha oportunidade de ver e “mexer” em tudo (porque há muitas coisas interativas espalhadas por toda a cidade) sem aparecerem meia dúzia de inimigos para abater.
Outro aspeto que deixa a desejar é a impossibilidade de aceder a certas partes de Columbia, tal como os telhados flutuantes ou os monumentos altos.
Conclusão
Jogar Bioshock Infinite é um deleite. Qualquer jogador que goste de FPS rapidamente se deixará viciar pela magnitude de Columbia, e pela arte existente no jogo. A mistura de um estilo antigo – anos 20 – com itens existentes apenas na ficção científica do futuro cria um clima contraditório, mas pelo lado positivo.
Tal como mencionado em cima, a história de Bioshock Infinite é profunda o suficiente para deixar o jogador a pensar na mesma durante dias após a conclusão do jogo, com paradoxos e teorias recentes que colocam à prova tudo o que se acredita. No entanto, o final do jogo é confuso, de modo que se recomenda ler um artigo a explicar tudo, caso permaneçam dúvidas.
Se não tiver jogado os dois jogos anteriores, o ideal é fazê-lo antes de jogar Infinite, para aproveitar ao máximo esta experiência inesquecível.