A solução foi desenhada para oferecer proteção de ponta a ponta, abrangendo desde a infraestrutura pesada de hardware até às aplicações finais e ao comportamento dos utilizadores, garantindo que a segurança não se torna um entrave ao desempenho computacional.
Os dados que sustentam esta necessidade são alarmantes: segundo a Gartner, cerca de 32% das organizações já foram alvo de ataques de manipulação de prompts e 29% sofreram ataques nas suas infraestruturas de IA no último ano. Apesar do risco evidente, apenas 19% dos líderes de cibersegurança sentem plena confiança na sua postura de defesa atual. A proposta da Check Point visa colmatar esta lacuna, permitindo que as empresas escalem as suas operações de IA com a confiança de que os seus modelos e dados estão protegidos contra infiltrações e envenenamento.
No coração desta colaboração está o uso dos servidores NVIDIA RTX PRO e da plataforma NVIDIA BlueField. O diferencial técnico reside no facto de o AI Cloud Protect correr diretamente sobre a infraestrutura de rede da NVIDIA, o que permite monitorizar o tráfego e isolar cargas de trabalho em tempo real sem "roubar" poder de processamento às GPUs. Esta eficiência é vital para as chamadas AI Factories, os novos centros de dados ultra-potentes concebidos exclusivamente para as exigências da inteligência artificial.
A proteção estende-se também à camada aplicacional através do CloudGuard WAF, que bloqueia ameaças específicas como o jailbreaking de modelos de linguagem (LLM). Além disso, a Check Point introduziu o GenAI Protect, uma ferramenta que permite aos administradores de sistemas gerir como os colaboradores utilizam as ferramentas de IA, prevenindo fugas de dados confidenciais e garantindo a conformidade regulatória. É uma resposta direta à tendência da "Shadow AI", onde ferramentas não autorizadas são usadas sem supervisão.
Com este anúncio, a Check Point reforça a sua posição na vanguarda da cibersegurança nativa para IA. Ao integrar telemetria avançada e inteligência artificial na própria defesa, a tecnológica garante que as empresas podem usufruir de agentes de IA e servidores de contexto (MCP) de forma segura. O objetivo é claro: transformar a cibersegurança num facilitador da inovação, permitindo que a próxima geração de centros de dados opere com máxima performance e risco mínimo.