O objetivo é que os resultados obtidos permitam às tecnológicas otimizarem as interfaces usadas nos dispositivos táteis, como tablets e smartphones, tendo em consideração as questões de natureza ergonómica, que podem comprometer o bem-estar das pessoas. “É expectável que a Microsoft conceba a próxima geração de sistemas operativos seguindo as nossas recomendações. Uma delas é não colocar os comandos (botões, slides, botões deslizantes) fora do alcance conveniente dos dedos, pois implica maior carga muscular”, explica Pedro Arezes. “Os softwares devem ser desenhados de forma a maximizarem a utilização dos polegares quando o utilizador estiver a usar o dispositivo em formato landscape ou o indicador quando estiver em formato ‘vertical’”, acrescenta.
O trabalho recorreu à técnica de análise da atividade elétrica muscular e à análise tridimensional do movimento. O projeto que esteve na base desta publicação foi coordenado por Jack Dennerlein, da Universidade de Harvard, e resultou numa ligação estratégica entre aquela instituição e a multinacional norte-americana Microsoft.