Por toda a Europa, as raparigas perdem o interesse nas áreas das Ciências e Tecnologias entre os 15 e os 16 anos. Em Portugal, é nesta idade que as alunas têm de tomar uma importante decisão que irá inevitavelmente condicionar o futuro profissional, e a maior parte das jovens não considera escolher um percurso nestas áreas.
O programa “Do IT, Girls!” pretende capacitar a próxima geração de mulheres com o conhecimento e os recursos necessários para se tornarem mais inovadoras, num mundo onde a tecnologia está presente em cada aspeto da vida, demonstrando que esta é uma indústria que oferece inúmeras oportunidades que vão muito para além das profissões mais técnicas. A iniciativa assume o compromisso de enaltecer as realizações de mulheres inovadoras que têm vindo a traçar uma carreira nesta indústria, num evento que apresenta mesas redondas com mulheres de sucesso, com carreiras no mundo da tecnologia e do digital.
Entre os nomes confirmados estão o de Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Inês Gonçalves, uma jovem portuguesa de 22 anos que se tornou porta-voz de 10 milhões de raparigas na Comissão sobre o Estatuto da Mulher nas Nações Unidas, Ana Teresa Reis, CEO e cofundadora da HeartGenetics, Mariana Barbosa, jornalista e membro do movimento Chicas Poderosas, Isabel Fonseca, Data Science no grupo EDP, entre muitas outras mulheres com percursos inspiradores.
“No ‘Do IT, Girls!’ as 100 jovens participantes terão a oportunidade de contactar com a indústria tecnológica e inspirar-se em casos de sucesso de mulheres que são um verdadeiro exemplo nos diferentes setores em que operam”, refere Vânia Neto, diretora para a área da Educação, Cidadania e Responsabilidade Social na Microsoft Portugal.
A edição deste ano introduz uma novidade. “Em parceria com os Shark Coders, lançamos um desafio às escolas inscritas: realizarem uma apresentação sobre a razão se ser necessário atrair mais mulheres para o setor das TI’s. A melhor ganha um curso de programação. Desta forma, conseguimos colocar as escolas a pensar no tema e que um conjunto de alunas tenham contacto prático e ativo com a área”, conclui a responsável da Microsoft Portugal.