Identificada como CVE-2023-28252, esta vulnerabilidade já explorada permite ao atacante obter privilégios ao nível do sistema de ficheiros de registo comum (Common Log File System, CLFS) do Windows, introduzido pela primeira vez na versão 2003 R2. Os invasores aproveitaram esta vulnerabilidade para implementar o ransomware Nokoyawa, uma estirpe relativamente nova que poderá estar relacionada com Hive, uma das famílias de ransomware mais importantes dos últimos dois anos, vinculada a violações em mais de 300 organizações de todo o mundo em apenas poucos meses. Embora ainda não seja claro quem está por detrás do Nokoyawa, foram já confirmados como alvos grandes empresas da América do Norte, América do Sul e Ásia, assim como em pequenas empresas do Médio Oriente.
“Esta não é a primeira vez que este controlador do Windows é alvo de cibercriminosos”, afirma Bharat Jogi, responsável de Investigação de Vulnerabilidades e Ameaças da Qualys. "Já em setembro passado, a Microsoft corrigiu outra vulnerabilidade (CVE-2022-37969), que era conhecida por ser explorada no mundo real, afetando este mesmo componente". Esta vulnerabilidade foi explorada por cibercriminosos para obterem privilégios de acesso, uma vez que tinham, graças a ela, um ponto de apoio no sistema.
Quanto às vulnerabilidades críticas corrigidas pela Microsoft neste novo Patch Tuesday, destacam-se duas em concreto: (CVE-2023-28250 e CVE-2023-21554) que afetavam o serviço Message Queue Server do Windows e, embora nenhuma das duas tenha sido ainda explorada em cenários reais, o risco era elevado, já que estão classificadas com uma pontuação CVSSv3 de 9,8 em 10 e podem ser utilizadas como worms (malware que se propaga por si próprio através das redes). Por último, a Microsoft solucionou outras falhas críticas com patches que a Qualys recomenda fortemente sejam executados de forma prioritária.
“Os poucos meses que passaram desde que 2023 começou confirmam já que o impacto do malware continua a ser cada vez maior, e vemos os cibercriminosos a usar e reutilizar as portas de entrada que lhes proporcionam o maior nível de controlo", explica Sergio Pedroche, Country Manager da Qualys Iberia. "Uma solução para esta difícil situação é a adoção de sistemas de visibilidade, monitorização e gestão de ativos de TI. Além, claro, de patches abrangentes e de uma capacidade de resposta adequada”.
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