A inteligência artificial está a transformar a investigação científica, acelerando descobertas e resolvendo desafios que antes exigiam anos de trabalho. A Microsoft tem liderado esta revolução com a plataforma Microsoft Discovery, que usa IA agentic para automatizar tarefas de investigação, como a formulação de hipóteses e a simulação de processos. Num dos seus primeiros casos de sucesso, esta plataforma ajudou a desenvolver um novo protótipo de arrefecimento líquido para centros de dados em apenas uma semana.

A aplicação de IA vai além da ciência de materiais — onde a Microsoft também apresenta um modelo inovador para a Density Functional Theory (DFT) — estendendo-se à área ambiental com projetos como o Aurora, um modelo que analisa interações entre solo, atmosfera e oceanos para prever catástrofes naturais com maior precisão. Iniciativas sustentáveis como o cimento com biomassa de algas ou o sistema Intelligent Garden, que “escuta” as árvores das cidades, mostram o potencial da IA na proteção do planeta.

Na computação quântica, a Microsoft está a unir IA e física de ponta para simular o mundo natural de formas inéditas. Os novos códigos geométricos 4D permitem maior fiabilidade no hardware quântico, enquanto a colaboração com a Atom Computing e o desenvolvimento do chip Majorana 1 abrem caminho para qubits mais escaláveis.

A área da energia também beneficia desta revolução. Em parceria com a Nissan, a IA está a prever o desgaste de baterias elétricas, reduzindo desperdício e tempo de testes. No domínio da fusão nuclear, simulações aceleradas estão a encurtar o caminho até à energia limpa. E num passo marcante, a IA analisou milhões de combinações até encontrar um novo material promissor que poderá cortar em 70% o uso de lítio em baterias.

Num cenário onde os desafios globais exigem soluções rápidas e eficazes, a IA está a assumir o papel de verdadeiro motor de inovação científica, tecnológica e ambiental.

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