O estudo "Clicar, fazer Scroll, Conectar - e Equilibrar", publicado pela Fundação Vodafone e pela ONG Save the Children, alerta para a necessidade urgente de estratégias coordenadas para melhorar o bem-estar digital das crianças na Europa. A investigação identifica lacunas preocupantes, como o impacto do stress digital na saúde mental, a insuficiente formação dos professores em segurança online, as desigualdades enfrentadas por grupos marginalizados e os riscos acrescidos gerados pela inteligência artificial, incluindo a proliferação de conteúdos abusivos. Apesar da existência de regulamentação europeia, a aplicação das normas é desigual entre países, revelando fragilidades na proteção dos mais jovens.
A Microsoft Portugal, o Oceanário de Lisboa e a Happy Code Portugal lançaram a iniciativa "Missão Minecraft: Heróis do Oceano", que combina tecnologia e sustentabilidade para sensibilizar crianças sobre a preservação marinha. A ação decorre no âmbito do campo de férias do Oceanário, até 10 de setembro, no Dream Space da Microsoft, espaço dedicado à capacitação digital de alunos e professores.
A Kaspersky divulgou o seu relatório anual sobre os interesses digitais das crianças, revelando tendências emergentes e a evolução da cultura digital juvenil. O YouTube mantém-se como a aplicação mais popular globalmente e em Portugal, onde o TikTok ocupa o segundo lugar, invertendo a tendência mundial que aponta o WhatsApp para essa posição. As crianças passam muitas horas diárias em ecrãs, interagindo cada vez mais com novas tecnologias, incluindo um interesse crescente em chatbots de inteligência artificial como o Character.AI, que entrou recentemente no top 20 de aplicações mais usadas.
Chegou a primeira App de TV desenvolvida a pensar nos mais pequenos e que os acompanha para todo o lado - a App NOS Kids. Disponível para Android e iOS e brevemente na web, a nova app da NOS dá acesso a milhares de filmes, séries e outros conteúdos infantis num ambiente user friendly e seguro.
Os pais preocupam-se com a alimentação, tapam as tomadas lá de casa e escondem os produtos químicos perigosos, entre tantas outras coisas, mas, e quanto à sua identidade digital?
Os dados são surpreendentes uma vez que, segundo um recente estudo da Orange sobre Sharenting (Sharing+Parenting), ao atingir os seis meses, 81% dos bebés já está presente na Internet. E, antes dos dois anos, 5% tem um perfil próprio no Facebook… É claro que a Internet e as redes sociais representam uma série de desafios aos pais, tendo em conta o impacto que a sobre-exposição pode ter nos seus filhos, e a cibersegurança não deve ser descorada.