A rápida difusão e potencial de utilização de chatbots, ou bots de conversação, como o ChatGPT assinala a entrada numa nova fase de ciberameaças cada vez mais difíceis de detetar sem tecnologias de neutralização. A ESET, especialista europeia em cibersegurança, alerta que a chegada ao grande-público de um dos primeiros exemplos reais de tecnologia de inteligência artificial (IA) gratuita e fácil de usar pode reduzir quer a capacidade de reconhecimento das ameaças pelos utilizadores, quer a barreira de entrada a novos agentes maliciosos que tiram partido da capacidade do ChatGPT para escrever emails de phishing e malware.

Os investigadores da ESET, especialista europeia em cibersegurança, identificaram uma campanha ativa do grupo cibercriminoso StrongPity que visa utilizadores de Android. A campanha baseia-se numa versão totalmente funcional, mas “trojanizada”, da app legítima Telegram, que embora inexistente, foi recondicionada pelo grupo como a app do serviço de vídeo-mensagens para adultos Shagle.

A backdoor do grupo StrongPity dispõe de várias características de ciberespionagem: permite a gravação de chamadas telefónicas, recolha de mensagens SMS, recolha de registos de chamadas, listas de contactos e muito mais. Caso o utilizador afetado autorize à app maliciosa acesso a notificação e serviços de acessibilidade, a aplicação também tem acesso a notificações recebidas de 17 apps, incluindo Viber, Skype, Gmail, Messenger e Tinder, sendo capaz de recolher a comunicação de chat de outras aplicações. A campanha é provavelmente muito restrita e direcionada, uma vez que a telemetria da ESET ainda não identificou qualquer vítima.

A ESET divulgou novos dados do segundo quadrimestre de 2022 sobre a paisagem de ciberameaças em Portugal. Uma das observações mais destacáveis no mais recente relatório de ameaças da especialista europeia em cibersegurança é o crescimento das ciberameaças contra macOS em território nacional.

Globalmente, as deteções da ESET para os meses de maio, junho, julho e agosto deste ano mostram uma diminuição das ameaças contra macOS em relação com o quadrimestre anterior. Pelo contrário, em Portugal, foi registado um crescimento de 15% destas ameaças entre os dois quadrimestres.

Os investigadores da ESET, empresa europeia líder em soluções de cibersegurança, descobriram e analisaram uma série de ferramentas maliciosas usadas pelo grupo APT (advanced persistent threat) conhecido por Lazarus em ciberataques executados no final de 2021.

A campanha começou com mensagens de phishing contendo documentos maliciosos referindo a Amazon, cujos alvos foram um funcionário de uma empresa aerospacial nos Países Baixos e um jornalista de política na Bélgica. O objetivo principal dos atacantes era o roubo de dados.  Ambas as vítimas foram aliciadas com ofertas de emprego: o funcionário nos Países Baixos recebeu um anexo via LinkedIn e o jornalista na Bélgica recebeu um documento via email. Os ataques começaram depois dos documentos serem abertos.

Investigadores da ESET, empresa europeia de cibersegurança, descobriram uma série de ciberataques que usam ferramentas nunca antes documentadas contra várias empresas de alto perfil e governos locais, maioritariamente na Ásia, mas também no Médio Oriente e África. Estes ataques foram lançados por um grupo de ciberespionagem previamente desconhecido a que a ESET chamou Worok. De acordo com a telemetria da ESET, o grupo está ativo pelo menos desde 2020 e continua ativo até hoje.

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