No passado dia 6 de Novembro foi lançado na Europa o mais recente titulo da série “Call of Duty”.

Denominado “Ghosts”, a nova iteração da série prometeu trazer aos jogadores uma lufada de ar fresco daquilo que tinham sido as edições anteriores, com sequências mais personalizadas e cenas de jogo de tirar o fôlego.

 

História

De forma resumida, e para não “estragar” a experiencia a quem pretenda jogar o jogo, Ghosts passa-se, como é habitual nestes jogos, num cenário de guerra, desta vez com papéis invertidos. Os EUA – considerados sempre como a grande superpotência inatingível – são, neste universo alternativo, as vitimas das maquinações dos países do Este, nomeadamente a Russia.

O jogo introduz o jogador a um grupo de ex-marines e soldados norte-americanos que, após a queda do seu país, se tornaram numa espécie de “elite das elites”, atuando como autênticos fantasmas no campo de batalha, destruindo alvos chave, e virando lentamente “a guerra” em seu favor.

Jogabilidade

Não há forma de falar do novo Call of Duty sem começar pelas grandes melhorias introduzidas na mecânica do jogo.

Ghosts é o resultado de vários anos de aperfeiçoamento e de “upgrades” ao já datado IW Engine da Infinity Ward – que desenvolveu todas as edições “Modern Warfare” de Call of Duty.

Ghosts retém toda a glória de First Person Shutter dos anteriores CoD, no entanto há imensas melhorias – umas maiores, outras mais pequenas – que no geral acabam por melhorar imenso o jogo em si. Pequenos detalhes tais como um “movimento” das pernas do jogador durante os saltos, que acabam de uma vez por todas com aquela sensação de erro quando o jogador saltava – até pequenos detalhes nos movimentos do disparo ou do uso da faca, fazem com que o jogo se torne muito mais interessante e imersivo.

youtube.com/watch?v=zlOQMdMgcoo

Gráficos e som

Quem está familiarizado com os “Modern Warfare” decerto notou que os jogos partilham entre si a mesma qualidade gráfica – melhores texturas e mesh’s existem, no entanto as animações e o aspeto geral dos jogos em si é bastante semelhante de jogo para jogo. Em Ghosts, a IW conseguiu finalmente dar um salto em frente e melhorar, de facto, o aspeto do jogo.

Ghosts tem suporte uma quantidade admirável de tecnologias gráficas que dão mais realismo ao jogo, melhoram a profundidade de campo, suavizam arestas etc.

Existem, no entanto, relatos que todas estas melhorias implementadas não ficaram otimizadas como seria de esperar, e o jogo acabou por ficar extremamente pesado, com graves falhas em termos de memória, e mesmo quem possuí os exagerados 6gb mínimos de RAM sofreu com diversos erros.

O som em CoD:Ghosts é tão bom ou melhor como o das edições anteriores, neste aspeto não há nada de negativo a apontar. As vozes são claras e os efeitos estão bem implementados. Em nenhuma situação achámos que o som apresentou qualquer erro.

No entanto, existem claras falhas relativamente à parte da “aplicação do som”. No jogo existem duas “missões” que se passam no espaço, mais precisamente na estação espacial internacional. Aquando de uma explosão na mesma, o jogador, que se situa no exterior da estação, ouve um claro “boom” e depois ouve os ruídos dos materiais da estação a embaterem uns nos outros etc. Acontece que no espaço, não há som, pois este não tem um meio para se propagar (não há ar, diga-se), logo o astronauta nunca iria ouvir o ruído de uma explosão.

 

O que gostaríamos de ver

Apesar de CoD:Ghosts ser fiel à sua família e ser um verdadeiro FPS “de guerra”, achamos que está na hora desta série evoluir. Os jogadores começam lentamente a ficar fartos de ser sempre “mais do mesmo”, pois apesar de Ghosts apresentar novos modos multiplayer, não deixa de ser tiro -> mata -> segue, e assim sucessivamente.

Acreditamos que é importante colocar de lado esta “raiz” e começar a explorar novos caminhos e novas opções de jogabilidade, por exemplo, colocar missões em mapa “open-world” para o jogador explorar, mas a opções são imensas.

 youtube.com/watch?v=Zxnx3W-HA18

Conclusão

Call of Duty: Ghosts mantém-se fiel à tradição dos seus antecessores e é um bom jogo de FPS, independentemente das eventuais falhas ou faltas que possam existir.

A história do jogo é envolvente e pela primeira vez é contada de uma forma mais percetível e apelativa, e o jogo acaba por proporcionar umas boas horas de diversão com muito chumbo disparado.

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Ler 4951 vezes Modificado em Nov. 20, 2013
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