A publicação de percursos de GPS e detalhes de treinos em aplicações ou redes sociais fornece informações preciosas que podem ser exploradas para perseguição física ou esquemas complexos de engenharia social, como o envio de mensagens falsas a contactos de confiança alegando emergências financeiras durante o período em que o utilizador está a treinar.
Um dos perigos mais acentuados reside na escolha de equipamentos de marcas menos conhecidas ou de baixo custo, que muitas vezes operam com pouca supervisão regulatória. Estas empresas podem rentabilizar os dados recolhidos através da venda deliberada de padrões de saúde e geolocalização a anunciantes ou seguradoras, o que em certos mercados pode até influenciar o custo das apólices de saúde. Por outro lado, a falta de investimento em segurança nestes dispositivos resulta frequentemente em encriptação insuficiente na cloud e servidores mal protegidos, facilitando o acesso de atacantes a volumes massivos de dados sensíveis, como frequência cardíaca, ciclos de sono e peso.
Para mitigar estes riscos, a Kaspersky recomenda que os utilizadores deem prioridade à segurança em detrimento da poupança imediata, optando por marcas estabelecidas com políticas de privacidade transparentes. É fundamental analisar as definições das aplicações de fitness para garantir que os registos de treino permanecem privados e evitar a instalação de múltiplas ferramentas que multiplicam as hipóteses de fuga de dados. Além disso, o download de apps deve ser feito exclusivamente em lojas oficiais e os utilizadores devem manter software de segurança atualizado nos seus smartphones para bloquear atividades maliciosas em tempo real, garantindo que a busca por uma vida mais saudável não compromete a integridade dos seus dados pessoais.