A aplicação gov.pt reforçou a sua utilidade para os cidadãos portugueses com o lançamento de duas novas funcionalidades estratégicas: o pedido de segundas vias de documentos e a gestão digital de documentos de dependentes. Estas ferramentas visam simplificar a resolução de imprevistos quotidianos, como a perda ou o furto de carteiras, permitindo que processos anteriormente burocráticos sejam realizados sem a necessidade de deslocações físicas.

No âmbito do novo serviço digital "Balcão Perdi a Carteira", os utilizadores podem agora solicitar a segunda via do Cartão de Cidadão, do Cartão ADSE e do Cartão ACP diretamente através do telemóvel. Esta funcionalidade, que anteriormente exigia agendamento presencial em locais específicos como a Loja de Cidadão das Laranjeiras, torna-se agora acessível em qualquer lugar. Existe ainda a previsão de que este serviço venha a abranger mais documentos no futuro.

Outra novidade relevante é a possibilidade de pais e representantes legais adicionarem o Cartão de Cidadão dos filhos ou dependentes à sua própria conta na aplicação. Esta centralização de documentos familiares no smartphone facilita significativamente a identificação em contextos práticos do dia-a-dia, tais como consultas médicas urgentes ou processos de matrículas escolares, garantindo que os dados essenciais estão sempre disponíveis de forma segura e imediata.

Com um registo de cerca de 4 milhões de downloads, a app gov.pt consolida-se como o principal ponto de contacto digital entre o Estado e o cidadão. Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a plataforma reflete um investimento contínuo na modernização administrativa, focando-se na rapidez e na comodidade do serviço público, eliminando barreiras geográficas e temporais para os seus utilizadores.

Este desenvolvimento é fruto de uma colaboração entre diversas entidades, incluindo a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ). O esforço conjunto enquadra-se na estratégia do Ministério da Reforma do Estado para tornar a administração pública mais próxima, acessível e eficiente, adaptando-a às necessidades da era digital.

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